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Acelerar 2050

Portugal, a par da União Europeia, comprometeu-se com a neutralidade carbónica até 2050. Este plano, apoiado por um fundo de 1 trilião de euros, coloca a UE na liderança da sustentabilidade, tornando a região num modelo de desenvolvimento que o resto do mundo deveria acompanhar. A meta de 2050, apesar de ambiciosa quando comparada com as outras regiões, pressupõe que a sua implementação seja gradual para que os governos, os reguladores, os investidores, as empresas e a sociedade se ajustem paulatinamente sem abalar o actual modelo económico e social.

Pois bem, chegados a 2020 o modelo económico e social foi abalado com estrondo. Não quero tirar os méritos ao modelo que nos trouxe até aqui, pois estamos em plena 4ª revolução industrial e todas elas nos trouxeram benefícios tremendos em termos de educação, saúde, poder económico e bem-estar social. Mas é um modelo esgotado e irrepetível que cresceu à custa da exploração infinita dos recursos naturais.

E se neste momento já estamos a discutir as melhores formas de responder à crise económica arrastada pela crise sanitária, então é altura de transformar a ameaça em oportunidade e usar todos os estímulos para a economia verde. Não precisamos de mais politicas de betão. Precisamos de uma economia circular, justa e colaborativa, de agricultura biológica, de mobilidade e urbanização sustentável, de produção e tecnologia limpa, de turismo ecológico, de energia verde e de consumo responsável. Aceleremos 2050!

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